terça-feira, 17 de abril de 2018

Re-estudar, resgatar-se e seguir em frente

Estou de volta.
Este BLOG que fora criado em Setembro de 2009, no primeiro ano de graduação em Relações Internacionais da UFRJ, ainda vive em Abril de 2018(quase 9 anos depois)
O intuito dele era eu me preparar para a carreira diplomática.
De lá para cá muita coisa aconteceu.

Deixa eu contar um pouquinho...

Eu entrei na graduação em relações internacionais na UFRJ apenas com o objetivo de me preparar melhor para entrar na carreira diplomática. Eu tinha escolhido esta graduação após ter sido reprovado sistematicamente no concurso para ser oficial do Exército no Instituto Militar de Engenharia.

Eu tentei o vestibular do IME desde 2005, mas nunca consegui passar. No ano de 2008 saiu o edital do concurso, mas eu não tinha mais idade para tentar o concurso. Então eu acabei resgatando da minha memória um teste vocacional que eu tinha feito aos 16 anos e identifique a diplomacia como uma das atividades profissionais que eu poderia fazer. Imaginei, portanto, que a forma mais rápida de entrar na carreira diplomática seria entrando na graduação em Relações Internacionais.

Eu passei no vestibular  da UFRJ em 2008, pedi para sair da Marinha do Brasil em 2009 e estabeleci um plano de longo prazo para me tornar diplomata.

O meu plano seria me formar em Dezembro de 2012, ficar 3 anos estudando depois da faculdade (2013, 2014 e 2015) e ser empossado diplomata com o título de mestre em diplomacia pelo Instituto Rio Branco. Pela minha lógica eu teria o meu primeiro ano como diplomata em 2016 e poderia fazer um doutorado e pós doutorado nos 5 anos seguintes( 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020). Eu seria pós-doutor com 35 anos de idade, caso meus planos dessem certo.
Porém...
A minha faculdade durou mais tempo do que eu imaginava, pois participei ativamente da militância pelas ações afirmativas na universidade, pela assistência e moradia estudantil e pela integração dos estudantes universitários africanos na sociedade brasileira. Acabei conhecendo melhor os movimentos estudantis, tendo fluência em francês e inglês e conhecendo mais sobre os estudos de racismo e história da África.

Hoje faço Mestrado em Relações Internacionais na Universidade Federal da Bahia e tento conciliar com os estudos para o CACD. A perspectiva em relação ao CACD é completar todo o conteúdo e ficar apto para realmente passar na prova. Essa possibilidade parece distante quanto penso em 2018 e 2019. São as circunstâncias da vida que dirão se 2020 será o meu ano. Pode ter algum doutoramento, concurso diversos, inclusive para professor universitário, entre outros.

A volta ao Blog é um exercício de desabafo a essa dedicação, mas também de expor os comentários ou reflexões que acabo tendo em relação aos estudos de diplomacia e(agora) do mestrado em relações internacionais.